quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A QUEIMADA

A Aderbal Jurema

No meio-dia rubro do Instinto,
a sinistra queimada de minha volúpia
na mata virgem do teu Desejo...

E,na selva aflita,morena,convulsa
de tua Carne -canela e baunilha -
estalando,
chiando,
cantando,
as mil línguas de fogo dos meus beijos.

Tua carne cheirosa -a mata incendiada!

Na dantesca aflição da selva comburida,
dos passarinhos de teus sonhos
á corça arisca de teu Pudor,
tudo
-ramos e frutos,flores e ninhos,seres e coisas,
tudo a arder,sem revolta,
ás labaredas do brutal incendio!...

Mas sobreveio a tarde do Remorso.
Que nos restava da fatal Queimada

O que fora Desejo
era agora só tédio e cinza morma.
Saciedade...

piedosa e inútil,sobre a cinza e o técido
caiu,então,
a chuva tropical de nossas lágrimas.


OBSERVAÇÃO DO TEXTO



Austro Costa era um genio da poesia,ele sabia como expressar as tristezas que eram
causadas pelo homem na natureza.Ele sabia ser romantico,sabia como as palavras eram
críticas e, ao mesmo tempo expessavam a paixão.




PROFESSOR:Carlos Henrique
DUPLA:Maria Rafaele e Samara milena
Série: 1
Turma: B
Disciplina:Portugues

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