quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Último Porto

A nehemias Gueiros

Porto do Desencanto. Cais do tédio.
Calmaria. Abandono. Solidão.
(A quem dizer meu último epicédio
A quem fazer minha última canção)

Depois de tanto malogrado assédio
a naus esquivas que bem longe vão,
- eate ancorar soturno, e sem remédio,
do velho brigue que é meu coração...

meu navio-pirata doutros dias,
velas colhidas - que de nostalgias
nessa langue modorra junto aos cais!

Ontem Mar alto... expedições bizarras...
Hoje (é inútil que tremas nas amarras)
a solidão... a bruma... o nunca-mais!...

Austro Costa

Comentário

A primeira estrofe fala de um porto abandonado,
que naturalmente não é frequentado há muito tempo.
não tinha beleza alguma, certamente pedia socorro.
na segunda estrofe diz "brigue que é meu coração".
Portanto dásse uma idéia de que,
quer mais vida ao ambiente, lutar pelas suas belezas,
que na solidão se esconde.
A terceira estrofe fala de um navio-pirata,
que era lindo nos outros dias, ou seja, no passado,
quando ficara junto aos cais.
e na quarta estrofe comenta-se como era bonito,
tinha mar alto e granes expedições,
e isso tudo, ontem. Mais hoje já é diferente,
não é como antes, aquele lugar se tornou inútil,
da solidão, que nunca mais voltará a ser como antes.

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