(Num quarto de hospital, alta noite, em febre alta)
Anto, meu grande irmão, "Dom enguiço" sombrio,
Ninguém te amou como eu: mesmo antes de te ler!
Falaram-me de ti, de teu gênio doentiu,
e só bem tarde o só me fez te compreender.
tu que me amaste o choupal e o mondego,
-o teu rio- e detestase o seno e o céu de frança, a arder
Nos seus poentes de sangue, honraste o pátrio brio:
Longe de Portugal não quiseste morrer!
Meu mestre de ultra-mar! Só tristeza e derrota
tua arte me ensinou, talvez para o meu bem...
Tossiste sangue... E eu, não irei na tua rota.
É uma "tísica dalma", o que me roi também
Não sei. Mas, no teu mal, tiveste uma Carlota...
E eu talvez morra aqui, meu irmão sem ninguém!...
Austro Costa
Comentário
Com base na leitura do poema,
nós compreendemos que se trata
da história de dois irmãos, que
num quarto de hospital, descobriram
que só tinha um ao outro.
Professor: Carlos Henrique
Série:1 "B"
Equipe: Lidiane, Michelly, Natália,
Dandara e Emmanuel
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
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